Quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

Ára Bátur

 

 

Pensei no que poderia escrever aqui a acompanhar esta música divinal, mas vou limitar-me a colocar uma tradução.

 

Ára Bátur (Row Boat)

 

You tried everything
Yes, a thousand times
Experienced enough
Been through enough
But you it was who let everything
Into my heart
and you it was who once again
Awoke my spirit

I parted, you parted

You stir up
Emotions
In a blender
Everything in disarray
But it was you who was always
There for me
It was you who never judged
My true friend

I parted, you parted
(hopelandic)

You sail on rivers
With an old oar
Leaking badly
You swim to shore
Pushed the waves away
But to no avail
You float on the sea
Sleep on the surface
Light through the fog

 

 

Apenas acrescento que ficaria muito feliz se um dia concebesse vida ao som desta música. De certo seria uma obra bem feita. Esta música é mesmo para chorar, arrepiar, sentir...não tenham vergonha!

 

publicado por swashbuckler às 02:20
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1 comentário:
De amândio de rialba a 21 de Novembro de 2009 às 06:21
aqui o amigo vergonha não tem. arrepia-se e muito a ouvir esses islandeses. agora conceber vida ao som deles é que me causa sérias dúvidas. lá que dissesses que para fazer o amor dá impulso, isso é verdade, mas costuma ser mais por abandono e insularidade que por outra coisa qualquer. ora, ninguém quer fazer um filho por partilhar com outra pessoa o frio e cruel destino (ai, que não posso!) desta vida. ou vai daí até quer, nesta altura em que as alianças entraram em desuso e toda gente, diz-se por aí, anda abandonada por cantos de uma vida cosmopolita que aprofunda anonimidade e solidão. poderíamos acrescentar, ainda, que não parece viável a felicidade da vida de uma criança nascida de um matrimónio, para usar o termo em desuso e aqui sem conotação eclesiástica, que resulta não do impulso de dois seres que decidem livremente e sem constrangimentos partilhar alguma coisa, mas da vontade de iludir a solidão, enganar a mortalidade e anterior decrepitude da velhice, tocar os dedos dos pés da divindade partilhando o dom da criação e assistir ao desabrochar de uma vida que nos deve a sua existência. peço desculpa, andré, não é uma crítica pessoal, que por vezes neste mundo discordância numa parte se coloca ao nível da ruptura com o todo, mas não vislumbro qualquer acto para além do acto egoísta e, portanto, da superior afirmação do eu. eu sobre o outro (ou a outra, numa diferente oredem de ideias) depois do acto e eu em favor de mim durante, dado que não se assiste à afirmação de uma ligação efectiva e afectiva desinteressada. poderíamos agora especular acerca da (im)possibilidade [gosto muito destes (ins) e (des) e (as) que dão sempre um toque de erudição macaca ao discurso] da vida sem constrangimentos. poderemos também dizer que tudo ocorre num tempo e num lugar que é aquele e não outro por um conjunto de variáveis que escapam ao nosso domínio e, por isso, nos constrangem involuntariamente, no mínimo. poderemos, ainda assim e no meio disto, afirmar que o facto de a realidade nos abarcar e superar faz com que, por isso mesmo, possamos agir livremente dado que as causas e as consequências são, sempre, imprescrutáveis e portanto não nos devem condicionar. obviamente, esta última frase não deixa de resultar de uma desculpa sobre os próprios actos, desagenciado-os (e com isto invento uma palavra, pelo menos a julgar pelo priberam) de um qualquer domínio do homem sobre os seus actos e sobre a natureza. a verdade, que está sempre algures entre uma série de coisas e à qual nunca chegaremos, circula algures entre um extremo e outro: a ilusão de domínio, e de grandeza, se quisermos, e a desilusão da impotência.

por falar em impotência, não deixo de atirar um: força, faz mas é esse filho!

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