Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2009

Frost/Nixon

Não, este post não sobre o filme, ainda não vi, mas não tarda. Este post é sobre a entrevista que deu mote ao filme. David Frost entrevistou Richard Nixon durante três dias e conseguiu que Nixon fizesse uma espécie de mea culpa sobre Watergate.

Hoje ao acordar liguei a televisão ainda em estado catatónico. Mas depressa saí dele porque reparei que estava a ser transmitida a dita entrevista. Chego a uma conclusão que muito me entristece. Apesar de Nixon ter errado em grande escala, não consigo deixar de sentir alguma simpatia pelo homem que admite a sua culpa e que provavelmente estaria mesmo a agir no superior interesse do seu país.

É que se o abuso de poder, a conivência com o suborno, o próprio perjúrio foram praticados em plena consciência dos seus perigos, também a confissão é feita com a exacta noção de que a sua vida estaria para sempre manchada por este episódio.

Pergunto-me se Nixon limpou desta forma a sua honra, provavelmente não, mas ganhou a possibilidade de ter uma segunda opurtunidade, não na vida política, mas na vida pessoal.

 

Falando agora da conclusão a que cheguei. Julgo que todos os políticos deveriam por os olhos em Richard Nixon. Errar todos podem errar, mas o sentido de decência que os verdadeiros políticos devem ter, parece-me estar a ser completamente esquecido nos tempos que correm. Tenho sempre a sensação de que, infelizmente, a política já não está entregue a políticos, mas a meninos com cara de anjos mas que no fundo sabem mais que a Amália! O problema é que a sua sabedoria tem ligação directa ao seu bolso e ao bolso dos seus lobbys.

 

Também uma palavra para os jornalistas que se deixam manietar pelo sistema que os rodeia. David Frost fez um trabalho de fundo com um objectivo muito concreto, a obtenção de um facto jornalístico. E como eu gostava de voltar a ler jornais apenas com factos e não com suposições e extrapolações mirabolantes da realidade.

 

No fundo faltam duas coisas a políticos e jornalistas, vergonha na cara e sentido da responsabilidade.

publicado por swashbuckler às 16:28
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