Sábado, 31 de Janeiro de 2009

A propósito...

...de artistas consagrados e suas vidas. Descobri ontem que não vou ser nunca um actor com uma carreira excepcional e de reconhecido valor artístico.

 

O que me levou a encarar esta triste realidade foi o facto de não ter uma vida consentânea com o ser uma vedeta, ou estrela, como preferirem. Sou demasiadamente normal e pacato! Senão vejamos. Mozart, Beethoven, vidas complicadas, pelo menos no início. James Dean, Kurt Cobain, Jimi Hendrix, Janis Joplin, e tantos outros, mortes prematuras, vidas bem regadas de álcool e bem perfuradas por drogas. Jack Nicholson, descobriu que afinal a sua mãe era a sua avó e que portanto era filho da irmã. Perceberam? Edith Piaf, uma vida completamente condenada à tristeza, esta então abusou! Ray Charles, Johnny Cash, drogas. E a lista podia continuar por aqui fora. Certamente não terão de fazer grande esforço para se recordarem!

 

Assim, vou resignar-me ao facto de continuar para sempre no anonimato e na mediana. Talvez faça algumas coisas interessantes, quem sabe, mas nunca verei o meu nome perpetuado durante séculos.

Existe uma opção. Tornar a minha vida diferente, viciar-me em qualquer coisa que me leve à degradação física, arranjar amores ainda mais complicados do que os que vou tendo, passar a ter um feitio mais perto do insuportável do que de outra coisa, enfim, glorificar-me através do sofrimento e falta de julgamento!

 

Por isso não se assustem se me virem completamente bêbedo todos os dias, a cheirar coca ou a chutar cavalo, a bater em namoradas, a tentar matar-me quando for rejeitado, a tratar mal tudo e todos. Tenham consciência de que estarei a fazê-lo por amor à arte! E por amor a uma carreira que fique na memória colectiva de um povo, quiçá do Mundo!

publicado por swashbuckler às 16:17
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1 comentário:
De amandio de rialba a 1 de Fevereiro de 2009 às 18:26
pá, andré, essa coisa do artista ter um vida xpto marcada por drogas, maus amores, depressoes, pobreza e coisas que tais é uma efabulação nascida em pleno séc.XIX e da qual é difícil sair. há mais casos que demonstram o contrário. o que se passa, em boa verdade, é que todas essas coisas que parecem formar o artista (que é sempre um bom artista mesmo que não seja só porque, veja-se lá, teve vida de artista) acontecem ao comum dos mortais e o dito cujo não é mais do que isso embora pretenda muito mais. formulação mais contemporânea, e ainda assim já formulada há perto de um século, é a do artista que antes de fazer pára e senta-se para poder atribuir sentido àquilo que viu e que constituiu o seu percurso até esse momento.muito mais sensato e realista, porque na boémia da paris de início de século, por exemplo, afirmaram-se para a posteridade aqueles que praticaram o excesso mas também souberam doseá-lo. portanto, andré, não te inquietes, que um percurso sólido que não vive da aura (essa que é a que mais facilmente se extingue por razões pouco palpáveis na exacta medida em que a própria é em si volátil) é de mais difícil parto mas muito mais difícil de mandar abaixo. por amor à arte, então, caga lá de alto nessas ideias românticas que nos vendem a todas as horas e vira-te para o que interessa: o Tu que existe dentro de um colectivo, o Nós, que se forma com ele e o forma a ele e que só assim adquire sentido. esquece lá esses caixotes em que se enfiam as personagens e liga mas é à pessoa que se constrói todos os dias e que pdoes construir, Tu. tudo o resto é falso.
espero que esta formulação meio atabalhoada sirva de alguma coisa, que aquela senhora cantava bem, mas desgraçadop de mim se te tenho que aturar com aqueles agudos :D
apesar de

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